quinta-feira, 20 de maio de 2010

Um Acróstico

A Ana Margarida partilhou connosco o seu acróstico:
Anatomía da vida!
Não gosto dos complicados, simplesmente admiro os simples
Ao longo da nossa vida vamos levando com rasteiras que nos levam a pensar

Mudei, cresci, aprendi que temos de cair bastantes vezes até conseguirmos ficar de pé
Alcancei metas, conquistei vitórias!
Realidade mais dura e cruel!
Ganhei confiança, liberdade e para minha infelicidade, bastante saudade!
Aprendi a viver com todas as minhas qualidades e todos os meus defeitos
Realmente é inútil dizer que a realidade não me assusta: choca-me!
Idealizei que, por vezes, nem tudo é como nós queremos
Dou por mim a relembrar momentos do passado
A verdade é que não vale a pena sofrer por tanto ou por tão pouco

Na verdade é que não esperava que as pessoas mais próximas nos magoasse
Um dia passou e foi o suficiente para que conseguisse aumentar os conceitos no meu dicionário
Nada me faria desperdiçar as coisas boas da vida
Elogios não me elevam e, posso dizer, que críticas também não me rebaixam
Sou o dobro daquilo que grande parte merece.

Rasguei a página mais horrível da história da minha vida
É difícil lutar contra esta realidade
Levantei a cabeça quando a minha vontade era tê-la baixa
Vendo bem as coisas até podia dizer que sou muito feliz, mas estaria a mentir
Até, por vezes, dou por mim a pensar em bons momentos do passado
Saudades das brincadeiras de criança!

Ana Margarida 7º A

terça-feira, 18 de maio de 2010

Centenário da implantação da República em Portugal - 9

A personalidade que hoje apresentamos teve uma relação um tanto estranha e contraditória com a República.
Como se lê adiante, trata-se de uma das vozes mais críticas da sociedade portuguesa dos finais do século XIX e princípios do XX. Um tanto contraditório nas suas posições, nem a República o cativou, passando a integrar o “integralismo lusitano”, movimento do qual nasceriam as forças que levaram posteriormente à implantação do Estado Novo.



Ramalho Ortigão

O seu nome completo é: José Duarte Ramalho Ortigão.
Nasceu: no Porto, na freguesia de Santo Ildefonso, na casa de Germalde.
Teve 9 irmãos, dos quais o mais velho era ele.
Os seus pais foram Joaquim da Costa Ramalho Ortigão e D. Antónia Alves Duarte Silva Ramalho Ortigão.
Viveu a sua infância numa quinta, no Porto com a sua avó materna. A sua educação ficou a cargo do seu tio-avô e padrinho Frei José Sacramento.
Frequentou um curso de Direito, em Coimbra, acabando depois por trabalhar como professor de Francês, no colégio da Lapa, no Porto, do qual o seu pai era director, e onde ensinaram, entre outros, Eça de Queirós e Ricardo Jorge.
Casou-se a 24 de Outubro de 1859, com D. Emília Isaura Vilaça de Araújo Vieira, de quem teve 3 filhos, Vasco, Berta e Maria Feliciana.
Reencontrou em Lisboa o seu ex-aluno Eça de Queirós e com ele escreveu um "romance execrável" (a qualificação é dos próprios autores):“O mistério da estrada de Sintra”. No mesmo ano, Ramalho Ortigão publica ainda “Histórias cor-de-rosa” e inicia a publicação do “Correio de Hoje”.
Entretanto, Ramalho Ortigão torna-se uma das principais figuras da chamada Geração de 70.
Com a implantação da República, em 1910, pede imediatamente a Teófilo Braga a demissão do cargo de bibliotecário da Real Biblioteca da Ajuda, escrevendo-lhe que se recusava a aderir à República, indo em seguida para Paris onde começa a escrever as “Últimas Farpas”, contra o regime republicano.
Regressa a Portugal em 1912 e, em 1914 dirige a célebre Carta de um velho a um novo, a João do Amaral, onde saúda o lançamento do movimento de ideias políticas denominado Integralismo Lusitano.

Informação recolhida por:
Ana Coelho e Íris Ventura
Alunas do 6º A De História e Geografia de Portugal

Caminhada pelo coração


Mais de 800 pessoas inauguraram a Ecopista caminhando pelo Coração
A 12 de Maio mais de 800 pessoas do Concelho de Mora percorreram seis quilómetros. O percurso iniciou-se por volta das 9h30 junto à Escola EB 2,3 de Mora, seguindo depois pela Rua principal da Vila de Mora até à Ecopista, terminando no Parque Ecológico do Gameiro, onde um merecido lanche e um espectáculo de animação recebia os participantes.
Entre as crianças e jovens, desde o pré-escolar até ao secundário, passando pêlos idosos, que participam habitualmente nas caminhadas do programa "Envelhecimento Activo", esta actividade contou também com uma grande participação da população em geral.
A Câmara Municipal aproveitou esta iniciativa para inaugurar o primeiro troço da Ecopista. Depois de algum tempo de intervenção, em cerca de oito quilómetros, este novo percurso está pronto a receber todo o tipo de práticas desportivas que não impliquem a utilização de veículos motorizados.
Esta acção contou com a organização da Câmara Municipal de Mora, do Agrupamento de Escola do Concelho e da Santa Casa da Misericórdia de Mora, um trabalho em parceria que juntou centenas de pessoas sobre o lema "Um Coração Saudável em Todas as Estações

Diário do Sul, 13 Maio de 2010