quinta-feira, 2 de junho de 2011

Por trás do espelho

Logo de manhã, às 8 horas e 30 minutos, chegam os professores no autocarro. Quando toca para entrar, os alunos dirigem-se para as aulas e são eles que dão as aulas aos professores e aos funcionários. Quem vigia, dá aulas, faz almoços e atende no bar da escola, são os alunos. Há também alguns professores que se portam mal e vão ao Conselho Executivo e aí, quem lá está como director é um aluno.
Eu chego de carro à escola e dirijo-me à sala dos alunos. Acabam de chegar os professores e os funcionários no autocarro e dirigem-se à sala de convívio.
Toca para a entrada e eu encontro alguns professores que me cumprimentam. Chego à sala onde vou dar a aula, pouso o livro de ponto na mesa, faço a chamada e dou a aula. Neste caso, os bem comportados levam falta disciplinar e saem. Só ficam os barulhentos. Toca para a saída e eu dirijo-me para o bar e os alunos são os primeiros a ser atendidos pelos seus próprios colegas. Como já expliquei são os alunos que maior poder têm na escola, visto que são eles que dão as aulas e que apresentam todas as regras.
Falta ainda referir que o motorista do autocarro, que transporta os funcionários e os professores, é um aluno.
É assim esse mundo. E eu sou um sortudo por ter este espelho!

João Canelas, nº11, 7ºA

Diálogo com um objecto

Um dos objectos que utilizo diariamente ganhou vida e o dom da linguagem. Eis o diálogo que tive com ele.

Acordei às 7:30, (como todos os dias) e fui à casa-de-banho fazer algumas necessidades. Fiz as minhas necessidades, vesti-me, tomei o pequeno-almoço (uma fatia de bolo e uma caneca de leite com Nesquik). Depois do pequeno-almoço, fui à casa -de - banho e aí é que tudo aconteceu. Estava a lavar os dentes (a escova já estava dentro da minha boca), quando ouço um barulho estranho: “Tira-me daqui!”.
Eu tirei a escova e ela disse-me:
“-Estás maluco?!”
- Tu é que estás toda «abrasada».
- Olha que não estou. Mas também não interessa. Eu quero é comida!
- Comida?! Essa coisinha a comer?! Conta-me histórias que eu gosto.
- Txiiiii! Dá-me comida! Quero Cerelac!
- Não há! Pensas que é a casa da Joana, não?
- Se não há Cerelac, leva-me contigo para a escola!
- Mais uma vez, estás toda «abrasada»! Como é que te chamas?!
- Colgate Pro 3102.
- Eu chamo-me Miguel. Eu não te vou levar comigo para a escola!
- Ai levas, levas! Senão conto à tua mãe!
- Está bem, eu levo-te.
- Acho bem!
Bem cheguei à escola e disse aos meus amigos:
- Tenho uma escova falante! Chama-se Colgate Pro 3102!
Eles não acreditaram. Até fizeram troça de mim!
Cheguei à hora do almoço e ela saiu-me da mala a dizer:
- Dá-me comida!
- Não dou!
- OK! És assim, não é? Nunca mais te lavo os dentes!
- Mas o que é que tu comes afinal?
- Cerelac!
- Não há!!!!!
Ela calou-se e não disse mais nada até chegarmos a casa. Quando chegámos, ela disse-me:
- Nunca mais te lavo os dentes.
- Eu dou-te Cerelac, vá anda!
Eu dei-lhe Cerelac e ela:
- Muito obrigado Miguel!
- De nada
- Queres conhecer os meus amigos?
- Quem são?
- O pente, o garfo, a colher…
- Eles querem ir contigo para a escola…
- Ó Meu Deus!!!!!

Miguel Salgueiro, 7ºA

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Poesia... 7ºB




Ser poeta é…

…ser sentimental, é, por vezes, chorar enquanto escreve…Ser poeta é uma coisa “paranormal”… os seus sentimentos são como se fossem mais pesados e por isso um poeta é uma palavra cheia de alegria e tristeza.

Ana Monteiro

…exprimir os sentimentos da sua vida para a escrita da poesia.

Bruno Barão

…ser romântico e sonhador, dar asas à imaginação e à criatividade naquilo em que pensamos.

Carlos Lopes

…dar às pessoas o prazer de ler…poesia.

Cláudio Guitierres

…descrever e sentir através de palavras e frases escritas.

Débora Moita

… escrever o que nos vai na alma, explicar coisas inexplicáveis, rimar com as palavras, ter muita imaginação e dizer palavras estranhas, mas com muito significado.

Débora Faria

…ser uma alma cheia de imaginação e cheia de emoção.

Diana Coelho

…ser criativo e livre e dar asas à imaginação.

Diogo Cardoso

…ser sentimental, inteligente, alegre e amoroso… é ser um grande sonhador.

Diogo Vieira

…como o vento que anda à deriva na alma… é passar os sentimentos para o papel.

Inês Pereira

… pintar os sentimentos numa lágrima perdida no vento… é acreditar nas palavras sentidas bem no fundo… ser poeta é saber sonhar!

Joana Fernandes

…é sentir através das longas frases e intensas palavras que fazem pensar, agir e imaginar, é proporcionar uma explosão de bons sentimentos e sensações ao leitor.

João Moita

…dar asas à imaginação e ter imaginação para correr mundo.

Lúcia Gavião

…ser romântico, ser criativo, saber o que escreve, ser alegre, sensível, viver na imaginação e noutro mundo distinto do nosso.

Luís Soeiro

…ter olhos que reflectem as cores do arco-íris e descrevê-las com coração.

Maria Beatriz Coelho

…viver em fantasias, ser amoroso, ser dramático, viver em sonhos, ser poeta é ser sonhador.

Miguel Calhau

…ser sonhador, dramático, escrever tudo que vem na alma e dar asas à imaginação.

Miguel Salgueiro

…saber escrever e escrever até cansar… é ser alegre, feliz e contente…amar as palavras.

Pedro Pinto

…ter muitos desejos e ter alegria de si próprio, é ser belo.

Ricardo Ribeiro

… pegar num lápis e senti-lo a deslizar pelo papel, inspirar e expirar o ar poético e… escrever!

Sofia Mesquita


Trabalho elaborado pela Turma B do 7º ano